Sempre agarrado ao escopro, à maceta e outras ferramentas afins, não há material plástico que resista à sua inspiração, imaginação e espírito criativo. Ele é o granito, ele é o mármore, ele é a madeira, ele toda a espécie de metal, menos, ao que julgo, o ouro e a prata.  A sua obra mais recente está exposta em Serpa, Alentejo, durante os meses de Outubro e Novembro, concorrendo mais os seus pares espanhóis ao «Prémio Ibérico de Escultura». Evento de «tema livre», ele, para não fugir ao seu estilo, apresentou uma volumosa escultura híbrida feita de granito e aço inox, simbolizando um livro aberto onde deixou escritos elementos ligados à cultura e agricultura alentejanas. Nos dois corpos principais, de granito, delineou em relevo, instrumentos musicais, mais sugeridos que desenhados, traços que tanto lembram a guitarra e a viola campaniça, como a silhueta de corpos femininos e/ou copos de vinho. No elemento central, esculpido em aço inox, deixou bem visível a planta do trigo, o cereal ex-libris da região, que tornou o Alentejo conhecido por «celeiro de Portugal». Inspirado, pode perguntar-se: que melhores ingredientes podem caldear uma obra de arte, que não sejam o pão, o vinho, a música e as mulheres? Sempre activo e empenhado em levar a sua arte, o seu nome e o nome do seu concelho de origem a terras distantes, vai expor em Espanha, no Palácio de Congressos, Arte Independente, Madrid entre 22 a 24 de Novembro. |