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ONDE NASCEU AFONSO HENRIQUES? ONDE ESTAVA A SUA MÃE, CLARO ESTÁ.
No dia 8 de Outubro deste ano, pessoa amiga, sabendo-me envolvido na investigação, estudo e divulgação da História, fez-me chegar à mão o jornal «Poetas & Trovadores», nº 49 de Abril/Junho de 2009, saído do Apartado 108, 4801-910 Guimarães, cujo director é Barroso da Fonte.

Na primeira página, uma informação com o título destacado a encarnado «Polémica sobre o nascimento de Afonso Henriques» alude à apresentação, em 19 de Junho, em Guimarães, de um livro, onde o seu autor, Barroso Fonte (suponho que é o director do jornal), «destrói pela base todos os argumentos a favor da teoria de que o Rei fundador teria nascido em Viseu».
Esta afirmação aguçou-me, sobremaneira, o interesse pelo assunto, tanto mais que ando a ler a obra onde se expõe a tese que, pelos vistos, ele se procura destruir.
Entusiasmado, sigo em frente. Mas eis que, linhas abaixo, antes mesmo de ler o desenvolvimento da notícia feito na página 14, um balde de água veio esfriar o meu entusiasmo inicial. Ali se diz: «Porque, à falta de provas irrefutáveis, o que vale é a tradição. E esta diz que Afonso Henriques, nasceu em Guimarães, provavelmente em 1111».

                              


 Afinal, entusiasmado por ver «destruída pela base» uma tese nova na historiografia portuguesa, sobre o local do nascimento de Afonso Henriques, Barroso da Fonte, no seguimento de outros mais, contrapõe aquela que é sustentada pela «tradição». Ora bolas! Desiludido passei ao corpo da notícia desenvolvida na página 14.
 Chegado aí, logo estranhei o título diferente do apresentado na primeira página. Lá, era «Polémica sobre o nascimento de Afonso Henriques», título ajustado ao assunto apresentado. Aqui «Afonso Henriques um Rei Polémico», que, convenhamos, nada tem a ver com o assunto tratado. Este desconchavo entre títulos atribui-o ao facto de se tratar do jornal «Poetas e Trovadores», órgão evocador de criadores de arte literária, (escrita, cantada, tocada e musicada) cultivadores da imaginação, da especulação sobre factos, sentimentos, paixões, ódio, amor e estados de alma, todos eles muito atreitos ao uso das liberdades poéticas e, portanto, a quem não se pode exigir rigor na informação nem no tratamento dos temas históricos. Jornal dito «trimensário informativo, literário, artístico & burlesco».  
 E nesta minha postura crítica formal e estado de alma profundo, li avidamente a notícia. Fiquei a saber que «entre 26 de Abril (?) e meados de Junho, Barroso da Fonte documentou-se e preparou este livro de 288 páginas (?) destinado a refutar a tese de Viseu que os historiador Almeida Fernandes inventou ?». Assim mesmo «inventou?»
 Sem ir adiante, eu, que tenho passado anos de vida a vasculhar o passado, eu, que tenho um profundo respeito e consideração por todos aqueles que se dedicam ao estudo da nossa História, conhecidos ou ignorados, estudiosos da história e/ou simplesmente curiosos, dei um salto. Afinal não passo de um aprendiz de feiticeiro sem método, sem jeito, incapaz de produzir, em tão pouco tempo, obra tão assertiva e concludente. Obra destinada a «destruir por base» o trabalho exaustivo de um historiador que, pelo que já li dele, não foi feito em tão curto espaço de tempo. Não foi feito num «ai», não foi feito «em cima do joelho». 
 Continuando a ler a notícia ali se diz que Almeida Fernandes «(?) um dia acordou e lembrou-se que Afonso Henriques «nasceu em Viseu em 5 de Agosto de 1109». Nem mais nem menos».
Assim mesmo, dito e feito. Este é o juízo de valor divulgado no jornal «Poetas e Trovadores», «trimensário informativo, literário, artístico & burlesco», sobre o trabalho exaustivo e laborioso do historiador Almeida Fernandes.
 
Ninguém me chamou a terreiro em defesa de qualquer das teses em presença. Seja a fundamentada na «tradição», como é a de Barroso da Fonte (que ainda não li),  seja a tese baseada em documentos, como é a de Almeida Fernandes, que estou a ler. Mas face ao respeito e consideração que todo o investigador me merece pelo trabalho e dignidade com que queima as pestanas a decifrar documentos envelhecidos, não pude ficar indiferente a tamanha desfaçatez. Então um homem sério gasta a vida na investigação (as obras que deu à luz são disso a prova) e diz-se dele que «um dia acordou e lembrou-se que Afonso Henriques nasceu em Viseu»? É demais. Não é próprio de um investigador das «Ciências Sociais».
Não conheci pessoalmente Almeida Fernandes, como não conheço pessoalmente Barroso da Fonte. Não sou médium nem entro em transe para contactar com os mortos. Mas bem gostaria de falar com ele e mostrar-lhe a minha solidariedade, que o mesmo é dizer, mostrar o apreço que tenho pelo trabalho sério de investigação que levou a cabo e da obra que nos legou.
Mas em defesa da sua tese, Barroso da Fonte não se fica por aqui. Não lhe bastando bater em mortos, porque José Matoso, reconhecido historiador, depois de ter sido um seguidor da tese tradicional, aderiu à tese de Almeida Fernandes, diz que tal aconteceu por uma questão de «misericórdia», assim numa atitude de piedade cristã, à maneira de ex-frade. Melhor pensaria se dissesse que Matoso, ele que tanto leu, investigou e produziu, se rendeu humildemente ao saber, ao conhecimento novo que escapou à sua investigação. A História não é outra coisa, senão a ciência da permanente descoberta. Uma ciência que não pode fechar-se no «dito» e no «feito», mesmo que documentado. E sério, respeitável e respeitado deve ser o historiador que, face às descobertas trazidas posteriormente à luz do saber, foi capaz de dar a mão e alterar os juízos feitos. Até porque contra factos não há argumentos.
Vou adquirir, logo que possível, o livro de Barroso da Fonte. E espero que ele me traga algo mais do que a tese conhecida, a tese da tradição, tese até agora não fundamentada em documentos. E aqui lembro-me da lição de Oliveira Marques, publicada em livro, destinada aos seus alunos: se nos dedicarmos à investigação, depois de lermos tudo o que foi publicado sobre o assunto a investigar, valerá a pena prosseguir se virmos que «ao dito e ao feito» podemos acrescentar algo de novo, de contrário «é chover no molhado».
Uma coisa, porém, posso garantir já neste palco do mundo onde o trágico e burlesco têm lugar ao lado do riso e do sério: Afonso Henriques nasceu, seguramente, no lugar onde a sua mãe abriu as pernas e o pariu.

SEGUNDA PARTE

Depois do texto anterior ter sido colocado nesta página, fui contactado, via e-mail, pelo Dr. Barroso da Fonte, apressando-se nãosó a dar-me alguns esclarecimentos sobre o pouco tempo que levou a escrever o livro, mas também, e na oportunidade, para fazer-me a oferta do seu livro, que muito agradeci.

Não sendo curial, da minha parte, publicar aqui a sua carta (há que respeitar a correspondência privada) nada me impede de publicar a minha resposta, que julgo ter sido tão cordial quando foi a sua, prova de que, duas pessoas educadas e civilizadas podem muito bem estar em desacordo sobre determinada matéria e manterem boas relações pessoais, intelectuais e de cidadania. Foi assim:

                            

«Meu Caro amigo, Barroso da Fonte
 
Deixe-me que o trate assim, já que os «trilhos» que pisa na floresta da História, nos traz alguma identificação na forma de exercermos a nossa cidadania, a nós, que, sem polémica, ambos nascemos  em 1939.
Podemos vir mesmo a estar em profundo desacordo quando à abordagem que fazemos das árvores que se nos vão deparando no caminho. E parece-me vir a ser já a forma como aborda a questão do Afonso Henriques, agarrando-se à tradição. Na verdade, a tradição, em investigação histórica, pouco conta, face às descobertas novas que a esclareçam e/ou a contradigam. É isso que estou para ver, da sua parte e no seu livro.
Li as suas notas ao meu comentário posto nos «Trilhos Serranos» e já estou a ler o seu livro. Agradeço a gentileza da oferta, pois garantido era que eu iria adquiri-lo. Não para entrar na polémica a favor de A ou de B, mas, aprender sempre algo de novo  e, quando muito, opinar e aderir à tese mais consistente, desde que baseada em documentos, em fontes e em juízos que façam luz sobre a escuridão ou penumbra que toda e qualquer  «tradição» alimenta. Neste caso como em muitos outros.   De resto, assumo na investigação o princípio que o meu amigo utilizou no seu livro citando Francis Bacon: «Se o homem começar com certezas, acabará com dúvidas; se começar com dúvidas, acabará com certezas». Não tenho pois a certeza de que a tradição é irrefutável. E não tenho também, ainda,  a certeza de que as novas descobertas refutam a tradição. 
Fez bem em remeter-me juntamente os dois opúsculos - «Torga e Eu» e «Afonso Henriques - Português de Guimarães». Não só lhos agradeço, como lhe digo que,  ao tomar conhecimento deles, foi como se tivesse posto o pé no travão ao comentário que fiz sobre a velocidade atómica, o curto espaço de tempo,  em que o meu amigo fez o livro em questão. Eu, que ando há muito tempo nisto, pareceu-me e considero muito pouco tempo para elaborar uma tese que contradiga outra não só fundamentada em documentos, mas enriquecida com muitas notas de rodapé. Só cotejar essas notas com as fontes consultadas levaria muito mais tempo do que o aludido no jornal «Poetas e Trovadores». A minha opinião deve ser encarada nessa perspectiva.
Diz-me que fui «discreto e comedido na linguagem» que o apouca. Devo dizer-lhe que não tive a mínima intenção de apoucar a sua pessoa e o seu trabalho. Falo até do respeito e consideração que me merecem todos os investigadores, aqueles que queimam as pestanas sobre alfarrábios. O que achei demais, e aqui o repito, foi a informação de que autor, Barroso da Fonte, tinha feito um livro de 288 páginas em tão pouco tempo.  Foi a intenção de, nessa notícia, se amesquinhar o trabalho de um historiador que reputo sério até provas em contrário. E não apenas baseado naquele livro. Ignorava os mimos que, pelos vistos e em vida dele, tinham  trocado entre si. Isso é lá convosco. E a investigação histórica pode mesmo levar o historiador a contraditar-se, em vida. E honesto é aquele que, num certo estado de conhecimento, opinou de uma maneira e novas investigações o levam opininar de outra. A força está no rigor da investigação, no valor das fontes e não na opinião expendida, hoje ou ontem.  A investigação tem destronado «saberes colossais» compendiados e ensinados durante séculos.  Não há dogmas em História e pelos vistos, como se vai vendo nos canais História e Odisseia, até na Bíblia.  Digo-lhe mais, face a muitos documentários que vejo nesses canais sobre História  penso que se estivesse no activo deveria ir tirar outra licenciatura. A minha está ultrapassada. Já pode ver o quanto estou aberto às novas pesquisas e descobertas. 
Finalmente sugere-me que depois de ler o seu livro volte aos «Trilhos Serranos» e esclareça os meus leitores. Fá-lo-ei certamente. Mas nunca com a pretensão de engrossar qualquer polémica. E mesmo que venha discordar da sua tese, creia-me na mesma seu amigo, pois amigos são mais os que discordam de nós e  no-lo dizem frontalmente,  do que aqueles que, à nossa frente, para nos serem agradáveis, vergam a espinha como aduelas de pipo, na mais descarada ou oculta hipocrisia individual e/ou social.
Um abraço. Abílio

III PARTE

Esclarecimento aos leitores:

Livro comprado ou livro oferecido, é por certo, por mim, livro lido. E, posto o que fica dito, constatada a não identificação do título da notícia «Polémica sobre o nascimento de Afonso Henriques» chamada à primeira página do jornal «Poetas & Trovadores», com o título da notícia desenvolvida no página 14, «Afonso Henriques um Rei Polémico», que, além do título da notícia, é também o título do livro, e, tendo eu presente que «o título de um jornal resume, na maioria das vezes, o «que se vai dizer», contrariamente ao título de um livro, ou de uma revista, que anuncia «aquilo de que se vai falar», (GAILARD, Philipe, «O Jornalismo»  1974), penetrei livro dentro, confiante de que para além da polémica anunciada sobre o local do nascimento do rei, encontrasse matéria bastante consentânea com o título na capa: «um rei polémico». Algo que me elucidasse sobre a sua pessoa, a sua personalidade, sua forma de estar e agir enquanto infante, enquanto rei, político e guerreiro, infância, juventude e velhice, problemas suscitados com a mãe, com o primo, com seus amigos e adversários, seu carácter, cumpridor da palavra dada ou não, casado, respeitador ao não do sexto mandamento, senhor ou não amantes, filhos legítimos e bastardos, quantos?, propenso, ou não, a seduzir as mulheres dos amigos que lhe davam hospedaria enquanto viajava pelo reino, tão lesto a prestar obediência ao Papa como a dar uma sova e mesmo degolar o delegado papal que lhe excomungou o Reino, dizendo-lhe que de Roma nada lhe vinha. Tudo o que desse sentido ao título do livro: «um rei polémico». Mas não encontrei nada disso. E em vez de um livro que, pelo seu conteúdo inédito e/ou inovador, fizesse carreira na historiografia portuguesa, nele, para além da defesa acérrima da tradição que coloca o nascimento de Afonso Henriques em Guimarães, o que vi foi uma espécie de um ajuste de contas de Barroso da Fonte com Almeida Fernandes (já falecido), que, pelos vistos, sendo ainda vivo este último, terão trocado mimos em revistas e jornais por causa do mesmo assunto. Cada um ficou na sua, mas face às duas teses, sou levado a aderir à tese de Almeida Fernandes e a discordar da de Barroso da Fonte. De resto, e tendo somente em vista o ângulo de a abordagem feita por este autor, fincando-se somente na tradição, logo lhe disse que, muito provavelmente, viria a não concordar com ele. Assim, tal e qual: «Nunca com a pretensão de engrossar qualquer polémica. E mesmo que venha discordar da sua tese, creia-me na mesma seu amigo, pois amigos são mais os que discordam de nós e no-lo dizem frontalmente, do que aqueles que, à nossa frente, para nos serem agradáveis, vergam a espinha como aduelas de pipo, na mais descarada ou oculta hipocrisia individual e/ou social».

E por muito que Barroso da Fonte discorde da aderência de José Matoso à tese de Almeida Fernandes, por muito que discorra sobre a trajectória deste historiador, dizendo que passou anos ao lado da «tradição» e que, agora, se coloca ao lado da «inovação», isso em nada diminui o carácter do autor e a sua seriedade no campo da investigação. Por isso não resisto a transcrever para aqui o que ele pensa e diz, sem que veja qualquer contradição entre o primeiro parágrafo e o resto do texto:   

«Ora a demonstração dos factos históricos é quase sempre hipotética, sobretudo quando eles se situam numa época tão remota como o século XII. Para o problema como o do nascimento de Afonso Henriques, não há certeza alguma, apesar da confiança que Almeida Fernandes pôs nas suas próprias afirmações. Aquilo que é possível, admissível, verosímil, hipotético ou provável não se pode transformar em certeza».
(?)
Todavia a demonstração feita por Almeida Fernandes alcança verosimilhança suficiente para se admitir como possível, ou mesmo a mais provável, até que outras provas sejam apresentadas em contrário. É de facto admissível, com base nos documentos por ele invocados, que Afonso Henriques tivesse nascido em Viseu por meados do mês de Agosto de 1109. A opção por Viseu, em vez de Guimarães, baseia-se no facto de D. Teresa aí se encontrar muitas vezes e de aparecer associada a um grupo de cavaleiros que, segundo o mesmo autor, lhe estariam ligados por um vínculo de fidelidade (e que teriam desempenhado um papel importante na Batalha de São Mamede, juntamente com os cavaleiros do Sul do douro que apoiavam a «rainha» e Fernão Peres de Trava, por oposição aos ricos-homens e infanções de Entre Douro e Minho, que apoiavam o infante. Assim, D. Teresa teria retomado uma preferência de antigos membros da família real leonesa que fizeram de Viseu o epicentro do seu poder, entre outros o rei Ramiro II, que aí viveu entre 924 e 929. O essencial da argumentação de Almeida Fernandes baseia-se, porém, no facto de a Chronica Gothorum (apontamentos cronológicos, recolhidos em Santa Cruz de Coimbra e quase c contemporâneos dos acontecimentos ai registados) na sua secção de 1085 a 1116, datar o nascimento de Afonso Henriques do ano de 1109. Ora a condessa passou  a maior parte desse ano em Viseu, como se pode verificar pelos documentos autênticos por ela outorgados».(
MATOSO, José, «D. Afonso Henriques», 2007,

Com efeito, dizendo ele que «não há certeza alguma» sobre o local de nascimento de Afonso Henriques, apesar da certeza que Almeida Fernandes põe nos seus argumentos, defendendo Viseu, a demonstração que este autor fez disso é que ela «alcança verosimilhança suficiente para se admitir como possível, ou mesmo a mais provável, até que outras provas sejam apresentadas em contrário».

Pois é. Só «provas em contrário» poderão tirar a sustentação à novíssima tese de Almeida Fernandes. E será certamente por isso, por não ter provas em contrário, que Manuela Mendonça, «professora associada com agregação do Departamento de História da Faculdade de letras da Universidade de Lisboa, licenciada e doutorada na mesma universidade, sub-directora-geral dos Arquivos nacionais/Torre do Tombo de 1990 a 1996 e actualmente presidente da Academia Portuguesa de História», começa o recentíssimo livro «Afonso Henriques, o Conquistador», dizendo:

 «Em Agosto de 1109, nascia, muito provavelmente em Viseu, um menino a quem os seus pais deram o nome de Afonso (?)» MENDONÇA,  Manuela,  «D. «Afonso Henriques»,  2009)
Trata-se da mesma autora que Barroso da Fonte procurou para sua companhia na defesa da tradição, citando uma entrevista dada por ela à TSF, em 27 de Janeiro de 2009. Como ela, neste livro, está, claramente, ao lado da tese de Almeida Fernandes, Barroso da Fonte, fica cada vez mais isolado na tese que defende. Pois a Manuela Mendonça soma-se também a opção de Luís Miguel Duarte, Professor Catedrático da Universidade do Porto, Doutorado na mesma Universidade, Académico correspondente da Academia Portuguesa de História, que no livro da mesma colecção «D. Sancho I, O Povoador» diz, referindo-se à morte de Afonso Henriques:
«Alguém tinha de substituir rapidamente o velho soldado à frente da hoste portuguesa (não esqueçamos que tendo nascido, provavelmente em Viseu, em 1109, o rei contava sessenta anos à altura da derrota de Badajoz. Chegara a hora do filho». DUARTE, Luís Miguel, «D. Sancho I, o Povoador», 2009)

 

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