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CASTRO DAIRE - ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009 - V
A crónica, que antecede esta na ordem cronológica, foi feita logo após serem conhecidos os resultados eleitorais do sufrágio realizado ontem.

Não tive tempo para elaborar uma tabela de dados relativa a todo o concelho. Mas hoje aqui deixo os resultados relativos aos dois partidos mais votados para a Câmara e Assembleia Municipal. O leitor poderá ver uma tabela completa no bolg «4 esquinas», espaço que faz parte das minhas consultas na Net. Aproveito informar os navegantes que esse blog não é da minha autoria nem responsabilidade. Muitas tem sido as pessoas que se me dirigem atribuindo-me tal autoria. Como sou pessoa que assina por baixo daquilo que escreve, que gosto de dar o seu a seu dono, fica assente que nada tenho a ver com tal espaço  e se alguns temas ali abordados coincidem com os que trato no meu site, isso é pura coincidência. E também sinal de que as pessoas, mesmo ignorando as suas identidades, podem visar os mesmos objectivos e olharem a gestão do Município pelas lentes da crítica empenhada e interessada nos bons negócios e boa gestão da nossa terra.

RESULTADOS do PS e do PSD

CÂMARA ? PS = 4647 votos. PSD = 4204
Vereadores PS = 4, PSD=3

Assembleia Municipal: PS =4325, PSD=4276

         

Também aludi nessa crónica ao folheto «TODA A VERDADE» que o PSD pôs a circular no concelho, visando desacreditar o trabalho do candidato do PS, Fernando Carneiro, com responsabilidades de chefia na «Casa do Povo de Castro Daire». Folheto, cujo «fac-simile» se anexa. Foi o conteúdo deste pequeno folheto um autêntico xeque mate no jogo de xadrez, no debate político feito com todos os cabeças de lista à Câmara, na Rádio Limite.
 Inteligentemente Fernando Carneiro aguardou os momentos finais para tirar o coelho da cartola. E, de folheto na mão, substituindo o título «TODA A VERDADE» por «TODA A MENTIDRA» desmontou ponto por ponto o que ali se afirma acerca da «reforma por idade», da «reforma por invalidez» e do «rendimento mínimo».
 Creio mesmo que este discurso, feito aos microfones da Rádio Limite, ouvido por muitos eleitores, valeu por toda as propostas de oposição que se quedaram pelo seu registo nas actas das reuniões, sem qualquer eco público. É aliás um erro histórico da oposição ter como válidas e com efeitos as bem intencionadas propostas feitas em reuniões do Executivo, pois, por mais mérito que tenham, desconhecidas em absoluto pelo eleitorado não exercem qualquer influência política nos munícipes.
 Falei no papel decisivo da juventude. Ela que, estando agora munida de computadores com acesso à Net em banda larga, já navega noutro mundo de ideias e de informação. A sua participação nos blogs que emergiram e interferiram nestas eleições é bem a prova disso. As eleições já não se decidem somente com os votos das gentes que desconhecem as novas tecnologias. O fumo da chaminé começa a mudar de cor.
 Mas uma palavra é devida ao CDS e ao MIC que entraram na liça. Não atingiram os objectivos que se propuseram, mas contribuíram, seguramente, para a mudança. Uma mudança histórica. Eles ajudaram a esvaziar o balão PSD que só se sustentava no ar graças ao oxigénio dos amigos, compadres e cidadãos acríticos, aqueles que, como dizia Aquilino, para agradaram ao poder, desfazem-se em vénias e andam de coluna vergada que nem aduela de pipos.  

 

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