A implantação da República não se quedou pela «revolta 31 de Janeiro de 1891», nem pelos «heróis da Rotunda, comandados por Machado dos Santos», nem pela proclamação feita na varanda dos Paços do Concelho em 1910, por José Relvas». Ela teve, na província, quem desse o corpo e a alma ao manifesto em defesa dos seus princípios. E também teve quem estivesse contra e a favor do regime caído.
Oh! E como eu vejo os professores de História, por estas vilas fora, agarrados ao programa dos compêndios escolares e a transmitirem aos seus alunos «história sabida», ignorantes que são da História Local e, assim, impossibilitados de darem contributos novos ao «Centenário» que, neste ano de 2010 de comemora.
A implantação da República não se quedou pela «revolta 31 de Janeiro de 1891», nem pelos «heróis da Rotunda, comandados por Machado dos Santos», nem pela proclamação feita na varanda dos Paços do Concelho em 1910, por José Relvas». Ela teve, na província, quem desse o corpo e a alma ao manifesto em defesa dos seus princípios. E também teve quem estivesse contra e a favor do regime caído. Oh! E como eu vejo os professores de História, por estas vilas fora, agarrados ao programa dos compêndios escolares e a transmitirem aos seus alunos «história sabida», ignorantes que são da História Local e, assim, impossibilitados de darem contributos novos ao «Centenário» que, neste ano de 2010 de comemora.
A implantação da República não se quedou pela «revolta 31 de Janeiro de 1891», nem pelos «heróis da Rotunda, comandados por Machado dos Santos», nem pela proclamação feita na varanda dos Paços do Concelho em 1910, por José Relvas». Ela teve, na província, quem desse o corpo e a alma ao manifesto em defesa dos seus princípios. E também teve quem estivesse contra e a favor do regime caído. Oh! E como eu vejo os professores de História, por estas vilas fora, agarrados ao programa dos compêndios escolares e a transmitirem aos seus alunos «história sabida», ignorantes que são da História Local e, assim, impossibilitados de darem contributos novos ao «Centenário» que, neste ano de 2010 de comemora.
A implantação da República não se ficou pela revolta de 31 de Janeiro, no Porto em 1891, nem pelos «heróis da Rotunda» de Lisboa, comandados por Machado dos Santos, nem pela proclamação feita na varanda dos Paços do Concelho, dessa cidade, por José Relvas, em 1910. Por estas aldeias e vilas do país também houve os seus momentos e os seus protagonistas, pró e contra.
E eles são, seguramente ignorados pelos professores de História que, leccionando nas escolas de Província, mais preocupados em cumprirem os programas compendiados, do que conhecerem a História Local, nem sabem que contributo podem dar ao «Centenário» que se comemora neste ano de 2010.
Finalmente no dia 03 do corrente, pelas 17H30, no Salão Nobre da Câmara Municipal, tomaram posse os membros eleitos para o Executivo e Assembleia Municipal.
O Espaço revelou-se pequeno para tanta gente. O Salão estava a rasgar pelas costuras e muitas pessoas tiveram de ficar no átrio da entrada
Não esperei muito para encontrar mais um artífice, de escopro na mão, a dar o seu contributo à imagem que se vinha cinzelando no sentido de enriquecer O LIVRO nacional de «heróis e santos».
«Porque se trata para mim de ilustrar a dialéctica lenda-história, de mostrar como uma história sem magia alguma serve de húmus à lenda, operando uma interpretação maravilhosa dos factos, como a lenda, assumindo a forma de uma utopia indispensável ao espírito, alimenta por seu turno a história, impregnando-a dos seus actores, como a história acaba por matar a lenda e como esta renasce na ficção, na literatura com tanto peso e tanta presença no pensamento, quanto a teimosia dos factos» (Le Goff, et alii, ««Viva o ano Mil», Editorial Terema,2000
«Uma das características da História Nova é a de estar ao mesmo tempo e igualmente preocupada com o passado, mesmo o mais longínquo, e com o presente mais imediato»
ARIÈS, Philippe, , in «A Nova História», de Jacques Le Goff, et alii, Edições 70,1978, pp 31)
«Não existirá ciência social, a meu ver, senão na reconciliação, de uma prática simultânea dos nossos diferentes ofícios. Erguê-los um contra o outro é coisa fácil, mas já muito ouvida. Do que precisamos é de outra música».»(BRAUDEL, Fernand, «História e Ciências Sociais» Editorial Presença, 1976.
«Hoje o relativismo tornou os historiadores mais modestos. Donde falam eles? Do alto da «Ciência»? Quem ousará dizê-lo? Porque se a História é científica, essa Ciência, enquanto tal, é totalmente problemática». (NORA, Pierre, «O Acontecimento e o Historiador do Presente» in «A Nova História», de Jacques Le Goff, et alli, Edições 70,1978.
No dia 8 de Outubro deste ano, pessoa amiga, sabendo-me envolvido na investigação, estudo e divulgação da História, fez-me chegar à mão o jornal «Poetas & Trovadores», nº 49 de Abril/Junho de 2009, saído do Apartado 108, 4801-910 Guimarães, cujo director é Barroso da Fonte.
No rescaldo e, digamos, na degustação da derrota do PSD, personificado na Engª Eulália Teixeira, aquela que, historicamente, me deu o prazer de ser a primeira mulher do concelho a ascender à Assembleia da República como deputada, aquela que foi a primeira mulher do concelho a tornar-se presidente da Câmara.
No longínquo ano de 1990, no mês de Agosto, publiquei na imprensa regional e na WWW uma crónica sobre o «Acampamento de Verão» que a Quercus fez em terras montemuranas, a saber, a Graleira, Cotelo, Rossão e Campo Benfeito.
Nestas minhas andanças venatórias pelas serras da Lapa, da Nave e do Montemuro dei-me conta, ao longo dos anos, da moda que foi cada aldeia ter um campo de futebol de terra batida.
Atento ao mundo que me rodeia, sensível aos eventos e ventos que emergem ao lado dos paradigmas políticos, económicos, culturais e sociais estabelecidos nas sociedades, eventos que, por imperativo da profissão que desempenhei, enquanto docente, e do exercício da minha cidadania, enquanto cidadão...
Mas, acerca da legitimidade dos colonizadores fazerem guerra, ocuparem e escravizarem os índios da América, Frei Francisco de Vitória, em 1538 ou 1539, levanta a sua voz para dizer coisa bem diferente:
Sei que nas tuas andanças pelo Mundo das Letras viajaste pela «História da Antiguidade Oriental», «História da Civilização Grega», «História da Civilização Romana», «História da Cultura Clássica», «História da Cultura Medieval» e «História da Cultura Portuguesa».
Mas não me percamos o fio à meada. Fica sabendo que na linha dos teus ascendentes, contas, não só, com Viriato, que combateu heroicamente os romanos, mas também, com Afonso Henriques que, heroicamente combateu os mouros.
Esta lenda e muitas outras coisas fantásticas são uma espécie de iluminuras que ilustram o grande livro da Cultura Portuguesa. Da tua cultura. E não penses que elas foram eliminadas pelo Renascimento, esse movimento cultural que, no século XVI, fez ressurgir a literatura e a arte greco-latinas de que também és herdeiro.
Submetida a Península, dominados os povos indígenas, estes não têm outro remédio senão aculturarem-se e, em muitos aspectos, mudarem o seu ancestral modo de vida. Romanizaram-se.
Repara neste pedacinho de Lusitânia com os seus rios e gentes, tal como no-lo diz Estrabão:
Pois é. Tem sido assim. A cultura e o conceito de cultura que têm vigorado são os que se têm divulgado pela via académica, a via erudita, como se no campo e na vida comum, na biblioteca andante do povo sem letras, não se encontrassem testamentos ou codicilos da herança clássica-bíblica. Almeida Garrett, não se referia somente à cultura livresca quando em 1854 escreveu o seguinte:
VIAGEM ONÍRICA
Mas, eis que, enquanto dormia, uma figura nunca vista, talvez uma divindade lusitana, emergindo do rio Paiva, uma Paivatea, aproxima-se dele, e dirige-lhe estas palavras aladas:
Há cerca de uma dúzia de anos, num dos convívios anuais que os naturais de Cujó costumam fazer em Lisboa, António Silva apresentou a ideia de se fazer um monumento ao «emigrante» na terra natal.
Desde que, com os meus dezasseis ou dezassete anos, (há quanto tempo foi isso, senhores!!!) com cinzel, ponteiro e maceta, arranquei do tampo de chapa de um bidão de 200 litros o «cata-vento», em forma de «cavalo», objecto que, mais de 50 anos, resistindo às intempéries, perdurou no topo do telhado da casa dos meus pais, em Cujó, cata-vento recentemente recuperado e translado para o cimo do telhado de uma sobrinha minha, ali nas vizinhanças, nunca perdi a vontade de arrancar outras figuras escondidas nos materiais que a Natureza põe à disposição do Homem.
RABAÇOSA. Rio Paiva. Mões. Castro Daire. É isso mesmo. Ali, na antiga quinta da Rabaçosa, que dorme aconchegada ao rio Paiva, está prestes a abrir portas um empreendimento virado para o turismo rural, o turismo ecológico, o turismo histórico e cultural.
É sempre com prazer e regozijo que registo a chegada ao concelho de Castro Daire de uma marca de mudança e de progresso. Desta vez refiro-me à abertura da Área de Serviço de Castro Daire, ali a caminho de Lamego, bem perto de Colo de Pito.
Uma obra de arte esculpida em mármore branco que me cativou, patente no centro de uma das rotundas da vila, locais onde a autarquia parece ter apostado em dar voz à «arte pública» e impressionar o visitante, é aquela que se levanta na rotunda, que vai servir de entrada na vila a quem vem de Mértola e Santa Bárbara de Padrões, ali mesmo junto ao hotel «A Esteva», onde estive hospedado.
A minha recente deslocação a Castro Verde para participar no colóquio sobre «Medicina Bio-Energética» em torno da «Fonte de Milagres» de São Miguel, por força de ter escrito o livro «História de Uma Confraria», editado pela Câmara Municipal, deixou-me deveras surpreendido
Sob a mesma interrogação, o leitor encontrará neste site mais alguns artigos sobre este mesmo assunto. O facto deve-se a Jorge Cardoso que, no seu «Agiologio Lusitano», edição de 1666, registou a tradição oral existente em Castro Daire, em que se afirmava D. Dinis ter autorizado a construção da Igreja Matriz com a pedra do castelo da vila, em ruínas.
Através da imprensa soube do falecimento do Dr. Fernando Amaral, de Lamego, ex-presidente da Assembleia da República, ocorrido no dia 24 de Janeiro último. Ano 2009.
Ali, ali mesmo a dois passos da vila de Castro Daire, na Quinta de Linhares, moradia do escultor Manuel Coelho Pinto, na tarde chuvosa de 18 de Janeiro de 2009, respirei um pouco dos saudáveis e inesquecíveis ares alentejanos.
A preparação das eleições para os órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia que se realizaram em Dezembro de 2008 decorreram com muita manha, muita animação, alguma discórdia e, ao que consta, no decorrer do processo eleitoral, a estratégia para se atingirem os fins em vista, nada teve a ver com actos misericordiosos e de tolerância.
Eis as últimas batalhas de um General que, depois de ter o peito cheio de medalhas pelos bons serviços prestados à Raínha e ao Reino acabou a sua carreira militar acusado de nepotismo e coisas mais.
Neste fim de Outubro de 2008, com a chuva a bater-me nas vidraças e o frio a enregelar-me os dedos a dificultar-me a tarefa da escrita, recebi pelo correio, em Castro Daire, vindo de Castro Verde,
Prestes a terminar a sessão da Assembleia Municipal de Castro Daire, de 26 de Setembro pp., apresentou-se no salão nobre o Dr. António Giroto, vereador do Pelouro da Cultura, para dar uma explicação aos membros dessa Assembleia.
Na capa do meu livro «Castro Daire, Os Nossos Bombeiros, a Nossa Música», publicado no ano 2005 (edição da Câmara Municipal de Castro Daire), figura que ilustra este texto, escrevi o seguinte:
No dia 27 de Agosto de 1916, depois do cadáver permanecer o tempo legal em câmara ardente, na sede da Associação dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, a carreta da bomba, encabeçando o grande cortejo fúnebre, seguiu em direcção ao cemitério. Nele se incorporavam centenas de pessoas de todas as classes sociais, destacando-se as entidades que representavam a Câmara Municipal, a Associação dos Bombeiros, as Filarmónicas de Castro Daire, de Reriz e de S. Pedro do Sul.
O senhor Agostinho Miguel, natural da povoação da Relva, freguesia de Monteiras, concelho de Castro Daire, no ano de 2007, andando a cavar o seu quintal, junto da sua residência, no sítio do «Oradouro», encontrou um achado curioso.
1 - Acerca das obras feitas no centro da vila, do alargamento de passeios e estreitamento das ruas, dos «ganchos» de cabelo ao longo dos passeios que, ao nível da estrada servem de valetas em tempo de chuvas, «ganchos», tombados ou caídos a cada passo, acerca do frequente trânsito caótico que ali se verifica, apesar da retirada dos carros pesados e, consequentemente, de turistas que, no Verão, animavam a vila e o comércio local, turistas que levavam para as suas terras Castro Daire, metido nas suas máquinas fotográficas ou de filmar, já tudo foi dito e comentado.
A influência da Ordem dos Hospitalários nas origens do mosteiro da Ermida parece ser evidente. Esta ordem «terá chegado a Portugal nos princípios do séculos XII em data que se desconhece pelo facto do seu arquivo, no Convento da Flor da Rosa, junto à vila do Crato, ter sido totalmente destruído pelos espanhóis em 1662. Armando de Castro diz que ela dispunha de «numerosos pequenos domínios dispersos pelo Centro e Norte de Portugal».
Sita na aldeia de Grijó, do Gafanhão, concelho de Castro Daire, pertenceu a um nobre «par do Reino», mas foi vendida ao senhor Joaquim de Almeida, vinte e poucos anos após a Revolução Liberal de 1820.
Não sei a que propósito, talvez de subconsciente acicatado pelo «programa novas oportunidades» que valoriza o saber adquirido ao longo da vida, à margem da escola e dos professores, dei por mim a pensar numa lição inserta no livro da minha 4ª classe. Tanto quanto a memória preservou, falava de «um aldeão que foi à vila fazer um exame. De cajado na mão, chegou coberto de pó e tornou-se motivo de escárnio dos alunos vilãos. Sentado a um canto da sala, ouvia as respostas dos restantes examinandos, dizendo para os seus botões: «sei tanto como eles». Chegada a sua vez de ser interrogado, respondeu a todas as perguntas, fez um brilharete e, face a isso, aqueles que dele escarneceram caíram em si e acabaram por levá-lo em triunfo pela vila».
Já que estamos na serra do Montemuro e se ao utilizador destes «trilhos-serranos» não lhe escapou a cor amarela das pútegas escondidas no sargaçal, por certo notou também a grande novidade deste ano de 2008 colocada ali, junto às Portas do Montemuro, na vertente do rio Paiva, concelho de Castro Daire.
Se é citadino, se, de quando em quando, ciranda por estes «trilhos-serranos», se ainda não se cansou do uivo solitário deste lobo ibérico em vias de extinção, suba cedinho ao topo da serra do Montemuro e verá levantar-se, lá para os lados da serra da Nave, o Sol num resplendor de cor, de energia e de vida.
Fui convidado a participar na recente sessão do lançamento da candidatura independente à gestão do Município de Castro Daire que gira em torno da pessoa de José Manuel Figueiredo Ramos, ex-gerente bancário
Como da Odisseia de Homero o gigante Polifemo deixou a ilha dos Ciclopes e, com um só olho no meio da testa, três braços a saírem-lhe da cabeça e uma só perna descomunal, subiu às serras de todo o mundo civilizado a fim de ajudar o homem actual a vencer a batalha das energias na sua odisseia civilizacional.
Ali, bem perto da linha divisória das freguesias de S. Joaninho e de Cujó, concelho de Castro Daire, no sítio denominado Chão do Irão (Chandirão, na terminologia local) está a choupana que ilustra este artigo.
No dia 12 de Novembro, aí pelas 20 horas, três pessoas amigas alertaram-me, via telefone, para o programa televisivo «A Alma e a Gente» do professor José Hermano Saraiva.
Depois das considerações que teci, na crónica anterior, ao programa «A Alma e a Gente» do Professor Hermano Saraiva, que foi para o ar na «2» no dia 12 de Novembro de 2006, fazendo uso do motor de busca «Google» eis que na entrada «rtp.pt» vejo aquilo que o Professor disse sobre Castro Daire. Isso obriga-me a voltar ao assunto e, ficando-me pela «Carvalha do Presépio», eis as palavras do Professor:
"Vinho, amor e Rosas"
"As rosas queridas dos epicuristas gregos
e os perfumes envolvem o meio circundante
com requintes de sensualismo domesticado.
Ramagens viridentes de umbrosas árvores
convidam a aprazível descanso, ouvindo o
murmurar dos arroios que correm por entre
tapetes de verdura. A natureza brindou os
mortais com as hospitaleiras sombras (...)
para regalo do homem e para adoçar a tristeza
da morte certa (...)"(1)
Feita a 4ª classe na antiga Escola Primária, transitei imediatamente para o curso da Agricultura e da Pastorícia, sorte que estava reservada a todos os meninos da minha idade, nados e criados longe dos meios urbanos dos liceus e das universidades.